Salário mínimo e custo de vida: dá para se manter trabalhando durante o intercâmbio na Irlanda?

Salário mínimo e custo de vida

Fazer intercâmbio na Irlanda é o sonho de muitos brasileiros que desejam aprender inglês, conhecer uma nova cultura e, ao mesmo tempo, trabalhar para ajudar nas despesas. Mas será que o salário mínimo irlandês é suficiente para se sustentar no país?

A resposta depende do estilo de vida e da cidade onde o estudante vive. A seguir, entenda quanto se ganha, quanto se gasta e se realmente dá para equilibrar as contas durante o intercâmbio.

Quanto é o salário mínimo na Irlanda em 2025?

A Irlanda possui um dos salários mínimos mais altos da Europa. Em 2025, o valor está em €13,50 por hora.

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Estudantes internacionais com visto de estudo e trabalho podem trabalhar até 20 horas semanais durante o período letivo e 40 horas nas férias oficiais (geralmente de junho a setembro e de 15 de dezembro a 15 de janeiro).

Na prática, quem trabalha o limite permitido durante as aulas (20h/semana) ganha em média €1.053 por mês bruto — considerando quatro semanas de trabalho.

Durante as férias, esse valor pode dobrar, chegando a cerca de €2.106 por mês, se o estudante trabalhar em tempo integral.

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Quais são os custos médios de vida na Irlanda?

O custo de vida na Irlanda varia bastante entre Dublin e outras cidades menores, como Cork, Limerick ou Galway. Dublin é o centro econômico e tecnológico do país — e também o mais caro. Veja uma média aproximada dos principais gastos mensais em 2025:

  • Aluguel (quarto individual): €750 a €1.100;
  • Transporte público: €120 a €160;
  • Alimentação: €200 a €300;
  • Telefone e internet: €30 a €50;
  • Despesas pessoais e lazer: €100 a €150.

Com isso, o custo total para um estudante fica entre €1.200 e €1.700 por mês, dependendo da cidade e do estilo de vida.

O salário cobre os custos?

A conta é apertada, especialmente em Dublin. Um estudante que trabalha 20 horas semanais e ganha cerca de €1.000 por mês consegue pagar parte das despesas, mas dificilmente cobre tudo.

É comum que o intercambista utilize economias do Brasil ou ajuda financeira para complementar os primeiros meses.

Nas cidades menores, o cenário muda um pouco: o aluguel e o custo de vida são mais baixos, o que torna possível se manter com mais folga. Por exemplo, em Limerick, é possível alugar um quarto por cerca de €600 e gastar menos com transporte e alimentação.

Durante as férias, quando é permitido trabalhar 40 horas por semana, muitos estudantes aproveitam para juntar dinheiro e equilibrar o orçamento do restante do ano.

Onde os estudantes costumam trabalhar

Os empregos mais comuns para intercambistas são em áreas como:

  • Hospitalidade e turismo (cafés, restaurantes, pubs e hotéis);
  • Varejo e supermercados;
  • Limpeza e serviços gerais;
  • Entregas e atendimento ao público.

Essas funções geralmente pagam o salário mínimo, mas oferecem boas oportunidades para praticar o inglês e construir contatos profissionais.

Alguns estudantes, com o tempo, conseguem empregos melhor remunerados, especialmente se têm bom domínio do idioma e experiência prévia em suas áreas de formação.

Dicas para equilibrar o orçamento

Mesmo que o salário mínimo não cubra todas as despesas em cidades grandes, há maneiras de tornar o intercâmbio financeiramente sustentável:

  • Divida moradia com outros estudantes;
  • Compre em mercados econômicos como Lidl, Aldi ou Tesco;
  • Use o Leap Card para descontos no transporte público;
  • Cozinhe em casa em vez de comer fora;
  • Aproveite os meses de férias para trabalhar mais horas e economizar.

Com planejamento, é possível viver com qualidade sem extrapolar o orçamento.

Leia mais – Como funciona a permissão de trabalho para estudantes na Irlanda?

Conclusão

Trabalhar durante o intercâmbio na Irlanda ajuda — e muito — nas despesas, mas não é garantia de autossuficiência financeira, especialmente nos primeiros meses.

O estudante precisa chegar com uma reserva mínima para cobrir os custos iniciais de moradia e adaptação. Mas com disciplina, organização e boas escolhas, é perfeitamente possível manter-se com o salário de estudante, especialmente fora de Dublin.

Mais do que uma forma de renda, o trabalho durante o intercâmbio é uma experiência enriquecedora que ensina sobre responsabilidade, cultura e crescimento pessoal.

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