Bom, talvez em algum momento da sua vida, você já tenha se deparado com as seguintes afirmações/histórias:

  • Um amigo me falou que morar na Irlanda é muito ruim, porque tem muito brasileiro;
  • Ouvi dizer que fulano largou o emprego para vender hambúrguer na praia;
  • Quero ver quanto tempo ela vai levar para se arrepender de ter trocado o emprego de chefe na empresa X para morar e aprender a surfar no litoral catarinense…

Sabe o que todas as frases acima tem em comum? Elas não se tratam da história das pessoas que acabaram de contá-las.

E sabe de outra coisa que essas frases ali também tem em comum? As pessoas ali estão correndo atrás da própria felicidade (coisa que os narradores também deveriam fazer, não é mesmo?) e para elas, não importa se precisarão dividir apartamento com pessoas que nunca viram antes, se vão viver com a grana contadinha ou se ao chegar em casa no fim do dia, não terão seus pais ou empregada para lavar suas roupas e preparar a janta. Para elas, o que realmente não dava mais, era aguentar a infelicidade.

Menina em viagem com mochila nas costasÉ engraçado pensar e ver que, com o passar dos anos, a definição da palavra sucesso foi se moldando de geração em geração. Houve aquela época (que caso você tenha 25 anos como eu) onde o seu sucesso estava totalmente relacionado a uma estrutura familiar concreta, bem casada, a “tradicional família brasileira”, homem, mulher e filhos — que por sinal era a dos meus avós.

Teve aquela (dos nossos pais) que focaram no carreira e viam o sucesso na profissão a melhor forma de se dizerem bem sucedidos na sociedade. Imóveis quitados, carro do ano, carreiras estressantes e um cheque gordo ao fim do mês pingando na conta. Isso era o que importava — ou talvez, o que ainda importa.

  • Nota do editor: por favor, note que não estamos aqui afim de generalizar. Toda generalização é burra. Cada caso é um caso, mas não tinha como escrever sobre todos eles em apenas um texto, né amigo?


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E então chegou a nossa vez, que no meio de tanta informação e um mundo crescendo cada vez mais acelerado, decidimos, que ao invés de viver a definição do que nossos antecessores viam como sucesso, criaríamos nossos próprios objetivos e metas para tal. Há quem prefira se manter na mesma. Há quem não.

Realizar um sonho nunca foi — nem deveria ser — benefício voltado apenas para ricos. Se você pensa assim, tenho que dizer que sua definição está totalmente defasada.

Para alguns casos, como por exemplo uma viagem, você realmente precisa ter algum dinheiro, mas te garanto que isso não tem nada a ver com grandes posses e sim com prioridades planejamento.

Trecho de música do Emicida

Terminarei essa publicação da forma mais piegas possível, mas no momento não me veio nenhuma ideia melhor para fazer isso, caso apareça com o tempo, faço o update por aqui:

O mundo é muito maior do que a esquina da tua rua. Teu sonho vale muito mais do que o carro do ano por status. Deixe de viver a história dos outros, você não precisa disso. O que você precisa é fazer o que VOCÊ TIVER VONTADE DE FAZER. Saia em busca da sua própria felicidade. No fim, tudo o que mais importa é ser feliz e estar de bem consigo mesmo.

Esse post foi originalmente publicado lá no meu Medium, que tem bastante coisa daora. Se tiver interessado em ler mais alguns posts assim, esse aqui é o link. Ou então me manda um email no joaomarcos@seda.ie e vamos conversar sobre seu intercâmbio 🙂

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